Pular para o conteúdo principal

Governo lança programa que promove a entrada de pessoas com deficiência no mercado de trabalho

Mão segura uma carteira de trabalho
Para a coordenadora da área de direitos da pessoa com deficiência do Instituto Brasileiro dos Direitos da Pessoa com Deficiência (IBDD), apesar de a expectativa em relação ao programa ser positiva, a portaria é genérica e contraditória.
O Distrito Federal e os municípios brasileiros terão de identificar a partir de agora pessoas com deficiência que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC),Site externo. entre 16 e 45 anos, para participar do Programa BPC Trabalho, que tem comoobjetivo oferecer acesso a trabalho, programas de aprendizagem e qualificação profissional aos beneficiários.
BPC TrabalhoSite externo. intermediará a oferta e a demanda de mão de obra de pessoas com deficiência, considerando as habilidades e os interesses dos trabalhadores e incentivando autônomos, empreendedores e cooperativas por meio do acesso a microcrédito.
Os programas de qualificação serão oferecidos pela rede federal de educação profissional e em entidades nacionais de aprendizagem, tais como o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai),Site externo. o Serviço Social da Indústria (Sesi)Site externo. e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac)Site externo..
O programa foi lançado por meio de portaria publicada na última sexta-feira (3/08) no Diário Oficial da União pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS)Site externo., em parceria com os ministérios da Educação, do Trabalho e Emprego, e com a Secretaria de Direitos Humanos (SDH). O BPC Trabalho integra o Plano Nacional dos Direitos da Pessoal com Deficiência — Viver sem Limite, de novembro de 2011.
De acordo com a portaria, o DF e os municípios serão os responsáveis por executar o programa. Deverão buscar e orientar beneficiários potencialmente interessados em participar, designar servidores, fazer o registro de encaminhamentos no âmbito do programa e garantir o acesso às pessoas com deficiência a serviços e benefícios.
Os recursos do programa serão do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT)Site externo. e do Programa Nacional de Inclusão de Jovens (ProJovem)Site externo.. Têm acesso ao BPC, para receber um salário mínimo (R$622), pessoas comprovadamente incapacitadas para a vida independente e o trabalho — mediante avaliação do serviço social e de perícia médica do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) — cuja renda mensal familiar per capita seja inferior a um quarto de salário mínimo (cerca de R$ 155). Esse benefício é pago pela Previdência por meio do Sistema Único de Assistência Social (Suas), e suspenso caso a pessoa passe a ter renda maior. 
Para a coordenadora da área de direitos da pessoa com deficiência doInstituto Brasileiro dos Direitos da Pessoa com Deficiência (IBDD)Site externo., Priscilla Selares, apesar de a expectativa em relação ao programa ser positiva, a portaria é genérica e contraditória, pois menciona que para participar do programa a pessoa deve ter deficiência que incapacite para a vida independente e o trabalho.
De acordo com a Lei 8.742/93, que regulamenta o BPC, receberão o benefício aqueles que têm “impedimentos de longo prazo de natureza física, intelectual ou sensorial, os quais, em interação com diversas barreiras, podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade com as demais pessoas”.
“A contradição está em uma medida que visa a fomentar a oferta de trabalho, mas estabelece como pré-requisito a não condição de trabalhar e de ter uma vida independente”, disse Priscilla. Segundo ela, o Programa não contempla dificuldades importantes que pessoas com deficiência enfrentam para entrar no mercado de trabalho, como a própria suspensão do BPC caso haja aumento de renda derivada do trabalho.
“Hoje, independentemente da política, o que é mais importante é ter regulamentado de forma clara a questão da suspensão. Não adianta ter a política se a pessoa não se sente segura para abrir mão do benefício. Esse aspecto faltou ser abordado de forma mais clara. A grande preocupação é essa”, explicou a coordenadora do IBDD.
Fonte: R7Site externo.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

HAPPY LIFE PARTICIPA DE EVENTO SOBRE A LBI.

Audiodescrição foto de Natália Betto.: Foto em detalhe mostrando Natalia Betto ao lado do banner do evento. Natalia é branca, tem 1,65m, cabelos pretos lisos, na altura dos ombros, está de blusa azul, usa calça e sapatos pretos. Ela está em pé, com a mão esquerda sobre a perna. O braço direito está flexionado e a mão espalmada para cima mostra a logomarca “Dialogs for Inclusion” no banner. No canto superior direito da foto, em branco, está a logo da Happy Life. Fim da descrição. Uma empresa em fase de crescimento precisa alimentar boas ideias e se alimentar delas. Foi exatamente isso que fez a Happy Life na última sexta-feira, 25 de novembro de 2016., ao participar do Dialogs for Inclusion, experiência de benchmarking à luz da Lei Brasileira de Inclusão – LBI. O evento faz parte do projeto Saber Para Incluir, da Diversitas e teve como anfitriã a Dow Química, que recebeu em seu site no Condomínio Rochaverá, um seleto grupo com profissionais de 12 empresas: Bayer, Cetelen, DSM, Ha...

JUNTOS NA TI e HAPPY LIFE

A Microsoft abriu as portas da sua sede em São Paulo para receber a 2ª Edição do </> JUNTOS NA TI e foi um sucesso. O evento idealizado pela Esabela Cruz, especialista em inclusão e diversidade da Hewlett Packard Enterprise, contou com apoio de 14 empresas na segunda edição. Das 08:00 as 14:00 aconteceram várias oportunidades de desenvolvimento para o publico com deficiência, empresas, estudantes e gestores. Teve se um Workshop de formação em HTML, CSS e JavaScriptBásico para 22 pessoas com deficiência com todos os recursos necessários para comunicação, como interprete de Libras, orientações para mobilidade das pessoas com deficiência visual, equipamentos acessíveis e 15 instrutores voluntários das empresas apoiadoras,que orientaram pessoalmente o aprendizado. Paralelamente, ocorreu o Painel de Boas Práticas de Inclusão de Profissionais com Deficiência no ambiente corporativo com a participação de 56 profissionais das 14 empresas participantes e visitantes para discuss...

Laços de Sangue

Audiodescrição da imagem embutida - Na foto estão Silvio, Marlene, Valter e Natalia Doar sangue é muito mais que um ato de solidariedade. É um ato de amor à vida, que faz bem tanto a quem doa quanto a quem recebe. Não dói, não custa nada e ajuda a salvar vidas. A Happy Life , apoia iniciativas solidárias e incentiva seus colaboradores e clientes a doar sangue sempre que possível. Aliás, periodicamente, parte da equipe de profissionais da Happy Life vai até algum posto de coleta para doar. Foi o que aconteceu no último dia 17 de dezembro de 2016. A turma saiu de lá revigorada e disposta a espalhar o lema da campanha por toda parte: “ Doe sangue e compartilhe o que é essencial para a vida” .  Audiodescrição da imagem embutida - Na foto Silvio, Marlene e Natalia Para incentivar as pessoas a também seguirem esse caminho, a Happy Life aproveita e divulga os postos de coleta em São Paulo: Fundação Pró-Sangue Hemocentro de São Paulo - Posto Barueri R. Angela Mirella, 354 ...